
Esta experiência busca estimular o desapego das crianças e jovens em relação aos brinquedos e bens diversos consumidos (roupas, acessórios, dispositivos tecnológicos etc), desatrelando o sentido do divertimento da acumulação de objetos sempre novos. O mercado de trocas propõe, também, uma reflexão sobre as representações dominantes no consumo tradicional, ao mesmo tempo que desenvolve o sentido solidário de partilha, questionando a acumulação e a concentração presenciadas já de maneira preocupante nos hábitos infantis e juvenis de consumo. Deste modo, o mercado de trocas para Crianças e Jovens rebate a ideia dominante de que só as coisas novas têm valor e servem para divertir, sendo estimulado um ciclo de vida mais amplo para brinquedos, games, livros e outros bens, postos em circulação pelas crianças e jovens que participam da iniciativa.
A adoção de uma moeda social, denominada jardim, não ancorada no euro,
reforça o caráter lúdico e solidário da experiência: não só amplia as
condições de troca entre participantes com produtos muito diferentes,
como também reconstrói o valor das coisas conforme um sentido
particularmente atribuído pelas crianças e jovens, na contramão do valor
de troca estabelecido pelo mercado.
O Mercado de trocas tem o
apoio na divulgação do ECOSOL/CES, Sindicato dos Professores da Região
Centro, Câmara de Coimbra, Museu Nacional Machado Castro e Liga dos
Amigos do Museu Machado Castro.
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