quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

CONTA-ME COMO É UM NOVO CONDOMÍNIO EM COIMBRA


LINHAS CRUZADAS
Para 2013/2014, O Teatrão, o Jazz ao Centro, o CAPC – Círculo de Artes Plásticas de Coimbra e a Casa da Esquina inauguram LINHAS CRUZADAS: um autêntico bairro das artes, onde as casas das quatro entidades partilham uma vizinhança com capacidade de contágio e cruzamento de obras, artistas e públicos; um território comum de ação que se forma tanto a partir dos espaços físicos das estruturas, como de um espaço imaginado, metafórico, capaz de construir referências e ligar diferentes imaginários em torno de um objetivo. Neste biénio, as quatro estruturas articularão uma programação conjunta que inclui música, teatro e artes plásticas e que objetiva um movimento transformador da identidade da cidade, bem como da sua relação com a região e o país. CONTA-ME COMO É é a primeira produção d’O Teatrão para este projeto, onde a propósito da leitura de cenas inéditas sobre o país atual, damos carta branca aos seus autores para programarem um fim de semana de atividade cultural em torno dessas cenas.

O CONTA-ME COMO É começou a ganhar forma em 2012, com o Seminário Brecht, orientado pelo Doutor António Sousa Ribeiro (FLUC e CES), logo seguido de um seminário de dramaturgia portuguesa em que os autores participantes (Jorge Palinhos, Miguel Castro Caldas, Pedro Marques e Sandra Pinheiro) se propuseram fazer um retrato pessoal do país. Os pontos de partida para a criação destes textos foram as obras Terror e Miséria no III Reich, de Bertolt Brecht, e Terror e Miséria no Primeiro Franquismo, de J. Sanchis Sinisterra. Se, nos anos 20 e 30 do séc. XX, o Terror que inspirou Brecht foi o do regime nazi, e se os que sobreviveram à guerra civil espanhola foram matéria de criação dramatúrgica para Sinisterra, neste momento, em plena alvorada do séc. XXI, num Portugal e numa Europa em “crise” e num mundo irreversivelmente globalizado, que Terror e que Miséria nos moldam? Que “poderes” influenciam os nossos hábitos e modo de vida e que relação se estabelece entre o Indivíduo e o Poder instituído?
No primeiro semestre de 2013, apresentamos a primeira parte deste projeto, lendo cenas inéditas daqueles quatro dramaturgos em quatro sessões, uma por autor, espalhadas por quatro meses. Esta série teatral culminará, em 2014, com um espetáculo onde se cruzarão as cenas dos quatro autores, a apresentar também nos vários espaços das LINHAS CRUZADAS, numa série de episódios teatrais.
Fevereiro é o mês de Pedro Marques no CONTA-ME COMO É, que inclui cinema (a trilogia ZEITGEIST – ADDENDUM – MOVING FORWARD, de Peter Joseph), música (um espetáculo-homenagem a Frank Zappa) e a leitura encenada das suas cenas.


Mundo em mudança

CONTA-ME COMO É (TEATRO)
Pedro Marques

ZEITGEIST: O FILME (CINEMA)
de Peter Joseph
CASA DA ESQUINA | 22 de fevereiro | sexta | 21h | entrada livre

ZEITGEIST: ADDENDUM (CINEMA)
de Peter Joseph
SALÃO BRAZIL | 23 de fevereiro | sábado| 14h | entrada livre
THE CHROME PLATED MEGAPHONE OF DESTINY (MÚSICA)
Banda de homenagem à música de Frank Zappa | OMT | Tabacaria | 23 de fevereiro | sábado | 21h30 | Entrada: €5

ZEITGEIST: MOVING FORWARD (CINEMA)
de Peter Joseph
CASA DA ESQUINA | 24 de fevereiro | domingo | 10h30 | entrada livre

CONTA-ME COMO É (LEITURA ENCENADA)
CAPC – Edifício Sede | 24 de fevereiro | domingo | 15h | entrada livre


A programação proposta por Pedro Marques para estes dias assenta na ideia de que “o mundo está (e não, “é”) em permanente mudança e que todos desempenhamos um papel importante (de protagonistas) nele”.
Para P. Marques, a imposição de uma ideia de “crise” e de um sistema que tudo justifica e que a todos envolve, eliminando utopias e esperança, é motivo suficiente para se projetar a trilogia ZEITGEIST – ADDENDUM – MOVING FORWARD, do realizador/músico norte-americano Peter Joseph, numa demonstração de que “esta crise não é um percalço num sistema, ela É o próprio sistema”.
Já a obra paramusical de Frank Zappa, com todos os seus tons dadaístas, é a inspiração dos THE CHROME PLATED MEGAPHONE OF DESTINY, banda de pesquisa da música de um dos artistas/compositores/músicos mais importantes do séc. XX. Neste espetáculo, mais do que um concerto-tributo, encontramos uma realização artística à volta do universo de Zappa.
Por fim, na domingueira tarde de 23 de fevereiro, os atores d’O Teatrão, dirigidos por Jorge Louraço Figueira, farão na sede do CAPC uma leitura encenada das cenas escritas por Pedro Marques.


PEDRO MARQUES é licenciado em Estudos Artísticos – Artes do Espetáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Traduziu obras de Harold Pinter, Sarah Kane, Pier Paolo Pasolini, entre muitos outros. Foi editor da Revista de teatro Artistas Unidos. Escreveu Pigs From Hell (Menção Honrosa no Concurso de Novas Dramaturgias do DRAMAT – 2004) e D. Carlos por Quadros (encenado por Mário Trigo no Teatro Mosca), entre outras peças. Leciona a disciplina de História do Teatro e Dramaturgia no curso Formação Teatral sediado na Guilherme Cossoul.

THE CHROME PLATED MEGAPHONE OF DESTINY:
FLIP – Bateria, kazoo, voz
MIKAO – Voz, percussão
ZÉ PAULO – Baixo
RODNEY – Clarinete, voz, percussão
VASQUO – Teclas, voz, kazoo
RUTH – Guitarra, voz

Peter Joseph é um diretor, escritor, cineasta e compositor norte-americano que viu o seu polémico documentário, Zeitgeist: The Movie, ser premiado em 2007 e que, ao ser livremente lançado na internet, obteve mais de 100 milhões de visualizações durante esse ano. Originalmente, não sendo esta obra concebida como um filme, adquiriu tal estatuto, fruto da sua consagração global. Ao mesmo tempo, estimulou o seu autor (e também narrador) a realizar, em 2008, a sequela Zeitgeist: Addendum, igualmente premiado e que, logo no primeiro ano, conseguiu 50 milhões de visualizações. Nestas obras, Peter Joseph trata várias questões, como o sistema de Reserva Federal dos EUA, a CIA e as relações de corrupção que se estabelecem entre o mundo empresarial (as corporações), os governos, as instituições financeiras e mesmo as religiosas.
Ainda em 2008, Joseph, confrontando-se com a reação viral dos dois primeiros filmes e inspirado pelo “Projeto Vénus” (criado pelo pelo designer industrial Jacque Fresco), decidou fundar o “Movimento Zeitgeist”, uma organização global com milhares de aderentes em 200 países e que visa promover a transição da cultura para um novo paradigma económico e sustentável. Na sequência, surge o terceiro filme da série Zeitgeist: Moving Forward, lançado em 2011.
Em todo este projeto de filmes culturais, Joseph mantém o estudo sobre o atual “Zeitgeist”, ou seja, sobre “o espírito do tempo, da época” ou “sinal dos tempos”.


Para mais informações: geral@oteatrao.com, 239 714 013 / 914 617 383

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Fotografia/Multimédia - Encontro Internacional 2013 Coimbra

Fotografia/Multimédia - Encontro Internacional 2013, terá Coimbra como cidade de acolhimento, durante os meses de Fevereiro, Maio e Outubro, com o objectivo de divulgação de Obras Fotográficas/Multidisciplinares de Artistas Contemporâneos Nacionais e Internacionais através da organização de Eventos individuais e colectivos, manipulando e transformando o espaço, tornando-o, de acordo com os ideais de cada evento, moldável,
performativo, interventivo e interligando as diversas Artes nomeadamente a Fotografia-Vídeo-Música-Texto-Acto Performativo. Terá lugar simultaneamente em três locais da cidade: Arte à
Parte, Casa das Artes e Casa da Esquina.
Na Parte I, que decorrerá entre 1-17 de Fevereiro serão inaugurados 3 Eventos: 1.2.2013, 22h: Arte à Parte (Rua Fernandes Tomás, 17)
Roumen Dimitrov (Bulgária/Alemanha): Psalms Of Survival, Fotografia e Vídeo
2.2.2013, 17h: Casa das Artes (Av. Sá da Bandeira, 83) Unda Arte (Marie Lundvall/Peder Bjoerk)/Armand Gutheim (Suécia/Estónia): Carbon Footprints, Fotografia e Música 3.2.2013, 18h: Casa da Esquina (Rua Aires de Campos, no6) Bloody Countess/Amon Tron (França/Portugal): Reflection of humanity, Fotografia e Música. Com direcção artística de Patrícia Sucena de Almeida e Diogo Oliveira e com a colaboração e apoio de Nuno Almeida, Cláudia do Vale, José Gesualdo, Ricardo Correia, Filipa Alves e Adélia
Pinto.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

LABORATÓRIO DE CRIAÇÃO E CHAMADA PARA O PROJECTO CORPO EM MANIFESTO!


Horário| 23 de Fevereiro, das 13H30 às 16h30, e 24 de Fevereiro das 11H às 20H.
Local| Casa da Esquina, Rua Aires de Campos nº6, 3000-014 Coimbra. 
Contactos| 239041397/929090628 geral@casadaesquina.pt

Custo: 25 Euros
Inscrições| sjaleco@yahoo.com

 Corpo em Manifesto é uma criação de dança-performance que nasceu em Montpellier na primavera de 2011, no seio do colectivo corpo-dança-criação LeMooveNeMent (www.lemoovenement.blogspot.com).

Este laboratório de criação é uma chamada para um Corpo em Manifesto que quer nascer em Coimbra, na Casa da Esquina. Trata-se neste primeiro encontro de uma audição/laboratório informal para dez pessoas a quem esta proposta suscite uma inquietação boa.

O desafio é o de pôr as mãos na massa a partir dos nossos corpos como manifestos, nossas pequenas revoluções singulares, individuais e colectivas, que pedem para ser expressadas, no seio duma realidade social e política que tem sido fonte de inquietações férteis. A proposta é a de tecermos, concebermos, desenharmos, construirmos como artesãs, uma estrutura que foi sonhada como flexível mas firme, como uma teia de aranha aberta, feita de bamboos, na qual estão inseridos e suspensos verticalmente painéis vazios sem palavras. A força desses ditos invisíveis chega através dos solos que são gotas de manifesto que irrompem dos deslocamentos em massa da estrutura colectiva que nós seguramos a cima das nossas cabeças. Nesta massa colectiva ligada por esta estrutura que movemos e que nos move a todas, a cada uma, surgem movimentos em uníssono, contradições no espaço, falhas na sustentação colectiva da estrutura, provocações de uma para todas, corridas com harmonias, aglomerados num canto por baixo da estrutura, flutações e oscilações quase invisíveis, silêncios-poesias móveis e vivos, marchas caóticas e lutadoras, corpos em manifesto…! O convite é para três etapas de trabalho que se vão cruzando umas com as outras, para já apresentadas e experimentadas sucintamente durante um fim-de-semana, e com continuidade e aprofundamento ao longo do ano: tecer a estrutura, criar os solos de dança-manifestos, desenhar as dinâmicas do colectivo-estrutura. Dançar!!
Etapas de trabalho para o fim de semana :

- Como artesãs, vamos inventar, experimentar, ir tecendo até construirmos com as nossas próprias mãos, uma estrutura em rede, como uma teia, flexível mas firme e estável, que vamos segurar colectivamente por cima das nossas cabeças; temos que descobrir a matéria e a forma no espaço que ela terá entre nós e em Coimbra, nas ambiências da Casa da Esquina. Este tempo é um estar junto que já cria relação e afectos que vão deixar emergir as danças-manifestos.

- Através dum trabalho de corpo e movimento à escuta do nascer do gesto individual e colectivo, vamos trabalhar em grupos na emergência e escrita dos micro solos-manifestos de cada uma. Esta pesquisa coreográfica baseia-se num guia de exploração definido pelo nome do manifesto, a qualidade de corpo, a qualidade de espaço, o estado de presença, a geografia de corpo, e a implicação política. Cada solo corpo-manifesto nasce de uma história-caminho de vida de cada uma, criando uma espécie de instalação viva performática plural.

- Vamos praticar enquanto aglomerado colectivo de pé, qualidades de deslocamento conjuntas no espaço, ritmos de caminhada, marchas que avançam e recuam, câmbios de direcções, variações de velocidades, estados de escuta mais silenciosos, mudanças de posição inesperadas, e outras surpresas. Vamos trabalhar também as dinâmicas e poesias de cada surgir e destacar dum solo-manifesto desde a estrutura, bem como o regresso de cada manifestante à massa colectiva após o seu solo dançado.



 
As origens e a vida desta criação até hoje...
Surgiu de um acaso e de um desejo...um convite que fiz a algumas pessoas com quem venho tecendo afectos e danças, para escreverem um pequeno manifesto, algo que urge nelas, que pede para ser dito, expressado, partilhado, gritado, chorado, sorrido, dançado! Dois desses textos e o meu próprio manifesto, plantaram em mim a necessidade de criar este Corpo em Manifesto. Aceitando uma carta branca da associação Bouillon Cube e do espaço La Grange, no sul de França, ao LeMooveNeMent de Montpellier, lancei um convite a algumas bailarinas. O desafio era o de pôr as mãos na massa a partir dos nossos corpos como manifestos, nossas pequenas revoluções singulares, individuais e colectivas, que pedem para ser expressadas, no seio duma realidade social e política que tem sido fonte de inquietações férteis. A proposta que pus no chão (porque foi assim que começamos, sentadas no chão...), foi a de tecermos, concebermos, desenharmos, construirmos como artesãs, uma estrutura com a qual sonhei nessa altura. Uma estrutura flexível mas firme, como uma teia de aranha aberta, feita de bamboos, na qual estão inseridos e suspensos verticalmente painéis vazios sem palavras. A força desses ditos invisíveis chega através dos solos que são gotas de manifesto que irrompem dos deslocamentos em massa da estrutura colectiva que nós seguramos a cima das nossas cabeças. Nesta massa colectiva ligada por esta estrutura que movemos e que nos move a todas, a cada uma, surgem movimentos em uníssono, contradições no espaço, falhas na sustentação colectiva da estrutura, provocações de uma para todas, corridas com harmonias, aglomerados num canto por baixo da estrutura, flutações e oscilações quase invisíveis, silêncios móveis e vivos, marchas caóticas, corpos em manifesto…
Corpo em Manifesto estava ali a nascer deste primeiro passo, e dedicou-se durante um ano a criar, investigar, afinar, as formas que se viriam a desenhar. Atravessámos vários tempos de encontro-residência e esta dança-performance sai à rua em Montpellier pela primeira vez no dia 12 de Maio 2012. Nesse dia dançámos na Esplanade Charles de Gaulle, com a atmosfera do aniversário do movimento dos Indignados em Montpellier, que fui acompanhando bastante de perto. Nessa mesma tarde dançámos também a forma bem desenhada do Corpo em Manifesto no Festival Z'artsBô dans la Rue, na Maison Pour Tous Féderic Chopin. Sara Jaleco, Felicia Moscato, Marie-Pierre Serre, Sonia Gomez et Clara Meffre, com o som criado e sentido ao vivo por Sam Harfouche, deram corpo a esta criação. http://www.lemoovenement.blogspot.pt/p/creations.html

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Oficina de bombons

Estudos dizem que o chocolate é bom para a saúde: tanto a nível cardíaco, como a nível psicológico. E como o chocolate em forma de bombons é a prenda mais oferecida em ocasiões especiais, pretendemos ensinar os formandos a fazerem os seus próprios bombons, com qualidade aproximada aos de compra, mais económicos e mais saudáveis, uma vez que não terão conservantes químicos. E quem não gosta de oferecer ou receber uma bela caixa de bombons?

 Datas|  30 de Janeiro| 18h
           | 2 de Fevereiro|15h.
Custo| 20€  cada oficina
Formadoras| Adriana Antunes e Carla Marques


Introdução aos chocolates
1º módulo – Breve introdução ao chocolate
·         Breve história do chocolate
·         Tipos de chocolate
·         Composição dos vários chocolates

2º módulo – Preparar o chocolate
·         Técnicas de derreter o chocolate
·         Técnicas de temperar o chocolate
3º módulo – Bombons maciços
·         Bombons de um chocolate
·         Bombons crocantes
·         Bombons de dois chocolates
·         Bombons com frutos secos
Bombons com recheio
4º módulo – Bombons com recheio
·         Bombons com mel
·         Bombons com doce de fruta
·         Bombons com doce de leite
·         Bombons com menta (after-eights)
·         Bombons com coco

Adriana Antunes e Carla Marques
Apaixonadas pelo chocolate desde sempre, Adriana e Carla frequentaram um workshop no início do ano. A confeção de bombons caseiros tornou-se um vício, tanto para consumo próprio, como para oferecer. Aperfeiçoaram a técnica e desenvolveram novos recheios. O aumento de pedidos para partilharem a experiência adquirida, levou-as a abrir workshops de confeção de bombons caseiros maciços e com recheio.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A CASA na Galeria Boavista LX... DIA 14 DE DEZEMBRO


http://demimonde.weebly.com/13-19-dezembro.html

Dia 14 de dezembro a Casa vai estar na galeria Boavista a convite da Ana Bigote Vieira.

Este projeto surge no seguimento da apresentação na CASA DA ESQUINA do Festival Theatre Uncut/Teatro Sem Cortes nascido no Reino Unido, em resposta aos absurdos cortes ao financiamento no Reino Unido e aos nossos.

OCUPPY é uma ocupação dos espaço da galeria com leitura de textos de dramaturgos de vários países que escreveram peças curtas em resposta a diversas temáticas tais como: a crise europeia, o estado do capitalismo global, e o movimento Ocuppy.


Duração: 21h30 às 23h30 (a leitura é em loop, podendo o público escolher os textos/sítios a visitar)

Local: Galeria Boavista

http://nacasadaesquina.blogspot.pt/
 
 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Alteração de horário

A partir de hoje e durante a próxima semana a Casa da Esquina estará aberta das 15h às 20h até ao dia 8 de Dezembro. Aguardamos a vossa visita!

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

SUPERMARKET





De 1 a 8 de dezembro o Supermarket abre as suas portas na Casa da Esquina entre as 15h e as 22h.
 Temos a melhor seleção de peças de autor, ilustração e design português. A par disso temos também uma variedade de roupa em 2ª mão dos melhores roupeiros de Coimbra e arredores e muitas ofertas vintage.

A não perder na Casa da Esquina!

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

TEATRO SEM CORTES/ THEATRE UNCUT 17 de NOVEMBRO às 17h na CASA




“The Clock is ticking. The time is now” Neil Labute

Theatre Uncut nasceu no Reino Unido, em resposta aos absurdos cortes ao financiamento no Reino Unido, e vamos abraçá-lo também em Portugal. A Casa da Esquina irá promover este movimento designado Theatre Uncut / Teatro Sem Cortes, pois assenta-nos que nem uma luva: a Crise é comum, ampla e afeta de diferentes formas todas as estruturas culturais europeias.
Este ano os dramaturgos convidados são de vários Países (Grécia, Síria, Espanha, E.U.A, Islândia e Reino Unido) e escreveram peças curtas em resposta a diversas temáticas tais como: a crise europeia, o estado do capitalismo global, e o movimento Ocuppy.
A Casa da Esquina, associou-se a este projeto pois também em 2012 teve um corte de 100% em relação ao apoio anual do extinto Ministério da Cultura obtido em 2011, porque simplesmente os concursos de apoio anual e pontual não abriram! E continuamos em 2012, nós e todo o tecido cultural português, a definhar enquanto espera pela abertura dos ditos concursos.
Por estas razões queremos que todos participem e se juntem a nós em protesto contra esta barbárie generalizada que arruína a Cultura e o que ela representa em termos de cidadania, pluralidade e Democracia.
Convidamos todas as pessoas a comparecer no dia 17 de Novembro às 17h para assistir à leitura das peças disponibilizadas pelos dramaturgos do Theatre Uncut e debater sobre o colapso social e cultural que assola a Europa.

RICARDO CORREIA



A peça O Nascimento da minha Violência, será lida na garagem para todo o público presente.
Todas as outras peças lidas, posteriormente, em loop entre às 17h e as 19h, cabendo aos espectadores a escolha à qual querem assistir.
Cada uma delas será lida num espaço diferente em torno da Casa da Esquina.  Atenção: Algumas delas terão lotação limitada.


1.      O nascimento da minha violência de Marco Canale (Espanha)
 Tradução de Ricardo Correia e Revisão de Filipa Alves
LOCAL: GARAGEM

2.      Ontem de Helena Tornero (Espanha)
Tradução de Sofia Martins e Revisão de Ricardo Correia
LOCAL: CARRO

3.      O preço de Lena Kitopoulou (Grécia)
Tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia
LOCAL: SALA DO PISO 0

4.      No príncipio de Neil Labute (EUA)
Tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia
LOCAL: JARDIM ENTRADA RUA FERNANDO MELO

5.      A fuga de Anders Lustgarden (Reino Unido)
Tradução de Jonathan de Azevedo e Ricardo Correia
LOCAL: CORREDOR PISO 1

6.      Ponto Morto de Blanca Doménech (Espanha)
Tradução de Filipa Alves e Ricardo Correia
LOCAL: WC

Leitura/Actores: Adiana Silva, Alice Santos, Cláudia Carvalho, Inês Pereira, Joana Santos, Miguel Lança, Miguel Silva, Ricardo Brito, Ricardo Correia, Sara Diogo e Sofia Martins.

Concepção e Direcção: Ricardo Correia


 Eu vou projetar a cara de todos os líderes europeus, líderes democraticamente eleitos, por todos os povos da Europa, e disparar um tiro na testa, isto se já tiver a segurança suficiente em não acertar em nenhum espectador. Ou então transformar a minha mão em forma de arma e fazer Pum. Vamos ver se alguém me censura.
Excerto da peça O nascimento da minha violência” de Marco Canale http://www.theatreuncut.com/


domingo, 21 de outubro de 2012

SENTI UM VAZIO ESTREIA DIA 24 DE OUTUBRO


SINOPSE

A história de Dijana é só mais uma entre as muitas que se repetem todos os dias por todo o mundo. Esta é a vida de uma rapariga vítima de tráfico humano numa viagem de um triste conto de fadas desde o seu apartamento - o seu quarto de trabalho - para a sua cela na prisão. Dijana é uma bonita jovem de Leste que vem para Portugal à procura de uma vida melhor e é imediatamente vendida pelo seu primo Goran ao sinistro Vlad, o qual se torna seu namorado e logo depois o seu chulo. “Eu sei exactamente quanto é que eu valho”, diz Dijana,“ Eu valho mil euros que foi o que o Vlad pagou por mim. Mais ou menos dois I-Phones e meio”. Enquanto isso, faz as contas e espera poder um dia saldar a sua dívida e reaver o seu passaporte.

NOTA SOBRE O ESPETÁCULO
Em 2012, retomamos o espetáculo Senti um Vazio de Lucy Kirkwood, que tinha sido apresentado anteriormente no espaço da Casa da Esquina. O espetáculo surge da necessidade de debater quer a sociedade contemporânea quer as transações económicas, de escala local e global, que condicionam e sacrificam os valores humanos em prol do lucro selvagem.
Desta feita, é certo que este debate vai muito além da pura exploração do ser humano pelo seu semelhante, é também um debate de ideias sobre que tipo de sociedade queremos para o futuro. É um debate sobre como a crise nos serve de justificação para a falta de política cultural, educativa e para a exploração económica. A estratégia da Casa da Esquina, enquanto estrutura cultural num país em crise de valores sociais e culturais, foi e ainda é de sobrevivência, tal como Dijana, personagem principal da peça Senti um Vazio, resistindo a tudo para continuar a existir, apoiando-se nos seus sonhos para não desistir. É de sonhos que falamos nesta criação, os sonhados e os destruídos. Da esperança num futuro melhor que nunca chega. Das pessoas que todos os dias caem e se levantam. É um alerta e uma luta contra o Estado a que isto chegou.


Lucy Kirkwood
Dramaturga britânica nascida em 1984. Licenciada em Literatura  Inglesa na Universidade  de Edimburgo. Destacam-se outras obras suas,como Geronimo, Guns or Butter e Tinderbox. Para além disso, escreveu também para a série televisiva Skins.  Actualmente estreiou Beauty and the Beast no National Theatre em Londres encenado por Katie Mitchell e estreia este ano a peça NSFW no Royal Court Theatre.



terça-feira, 16 de outubro de 2012

Continuam as aulas de Pintura na Casa da Esquina

Para quem quiser dar largas à sua imaginação ou aprender como se pinta um quadro, a Casa da Esquina propõe aulas de pintura a óleo e acrílico a decorrer durante todo o ano uma vez por semana com o professor Levi Eirô Frutuoso.
Para inscrições e informações contactem-nos através do geral@casadaesquina.pt. Informações sobre material a trazer aqui.

Formador| Levi Eirô Frutuoso
Datas| todas as terças a partir de 6 de Novembro
Custo| 50€
 Levi Eirô Frutuoso
Licenciatura em Artes Plásticas/Pintura na ESBAP.Actividade docente de 1975 a 2008. Participação em exposições de pintura e projectos artísticos.

Oficina de desenho na Casa da Esquina

Programa| desenho de formas naturais/artificiais, figura humana e perspectivas (entre outros temas)

Materiais a utilizar| lápis de grafite, lápis de cor aguareláveis, sépia, sanguínea, pastel seco/de óleo, carvão,  "tinta da china",  borrachas, bloco de desenho A3, etc.
Formador| Levi Eiró Frutuoso

Custo| 30euros/mês (uma aula por semana)
Inscrições | geral@casadaesquina.pt
Dias |2ªs e 4ªs 
Horário | 18h